Morrer no tribunal, Peter Singer

Gloria Taylor, uma canadiana, sofre de esclerose lateral amiotrófica (ELA), também conhecida como doença de Lou Gehrig. Em poucos anos, os seus músculos irão enfraquecer até não poder andar, usar as mãos, mastigar, engolir, falar e, por fim, respirar. Depois morre. Taylor não quer passar por tudo isso. Quer morrer quando quiser. Continuar a ler

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Facebook apaga página do movimento “Direito a morrer com dignidade”

Esta sexta-feira, dia 25 de Maio, 4 dias antes da votação sobre a morte assistida na Assembleia da República, a página do movimento “Direito a morrer com dignidade” foi desactivada. Não foi recebida qualquer notificação e as várias tentativas de se fazer uma verificação de segurança, obtendo um código via telemóvel, que talvez permitisse desbloquear a página, foram infrutíferas.

O médico Bruno Maia já se dirigiu ao Facebook, tentando perceber o que se passa. Acredita-se que tenha havido um ataque planeado. Ainda não houve qualquer resposta.

“A página do Movimento Cívico Direito a Morrer com Dignidade foi apagada do Facebook. Tratando-se de um movimento que pugna pela despenalização da morte assistida num momento em que Portugal discute e votará este tema em breve, será que a direção do movimento deve presumir que o Facebook tomou partido nesta questão? Estamos há horas a tentar resolver o problema sem sucesso. A direção do movimento falará com toda a comunicação social até ao final da tarde de hoje explicando o sucedido e apresentará formalmente um pedido de explicações ao Facebook.

Com os melhores cumprimentos,

Pela direção do Movimento Cívico Direito a Morrer com Dignidade,

Bruno Maia”

Declaração do COPIC sobre a eutanásia

A especificidade do protestantismo histórico e do anglicanismo ao abordar as questões éticas, reside na referência constante à mensagem de Jesus Cristo, na defesa dos valores humanos que se enraízam no Evangelho e no apelo à responsabilidade do crente diante de Deus. De maneira geral, não nos precipitamos em traçar os limites daquilo que é socialmente lícito ou ilícito, preferindo afirmar as nossas convicções em diálogo e no respeito pela laicidade do Estado. Neste sentido estas igrejas não podem ter um pronunciamento oficial sobre a morte assistida ou eutanásia, entenda-se, indo num ou noutro sentido.

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