Morte assistida: a mentira e o medo contra a razão

Está em discussão na Assembleia da República uma Petição que defende a despenalização da morte assistida a pedido de “doentes em grande sofrimento e sem esperança de cura” e como “um último recurso… que não se pode recusar a quem se sabe estar condenado”.

Cinco médicos que foram bastonários da Ordem dos Médicos – incluindo o actual – divulgaram uma declaração em que rejeitam a morte assistida e a distanásia (obstinação terapêutica) , afirmando que “o médico que as pratique nega o essencial da sua profissão, tornando-se causa da maior insegurança nos doentes e gerador de mortes evitáveis”. 


“Mortes evitáveis”? Como podem falar em mortes evitáveis se o que a Petição propõe apenas abrange situações em que a morte deixou de ser evitável, situações “sem esperança de cura” de ”quem se sabe estar condenado”?


“Insegurança nos doentes”? Mas será que é o sofrimento brutal, doloroso, persistente e irreversível que dá segurança aos doentes? 


Gentil Martins, Carlos Ribeiro, Germano de Sousa, Pedro Nunes e José Manuel Silva mentem e semeiam o medo. Fazem-no deliberadamente: o medo e a mentira é o que resta quando faltam a razão e os argumentos.

João Semedo

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