Cartas à Directora: Direito a morrer com dignidade

Texto de Vítor Colaço Santos, Jornal Público, 18.02.2016

O ‘Movimento em defesa da Despenalização da morte Assistida’ apresenta um conteúdo de beneficência e benevolência para com a irreversível doença terminal. Minha saudosa Mãe, doente oncológica terminal, nos últimos dias, perguntou-me: “Não suporto mais, quando é que termino?” Comovo-me. Não foi a tempo de ter uma morte assistida. Tê-la-ia aceite. Pretendemos ser livres para viver, devemos ser livres para morrer, numa fase agónica sem retorno. Temos o direito a não querer prolongar uma existência de exponencial sofrimento e vegetativa. Este debate, deveras importante, sobre a morte assistida, não pode e nem deve obedecer a extremismos. Há quem queira referendar este delicado assunto. Considero um extremismo. Ninguém referenda a liberdade ou o direito à existência com dignidade. Esta decisão individual não pode obedecer ao desígnio de outrem. Está em causa um direito fundamental de cada pessoa – para quem o queira – a morrer sem sofrimento e com honradez. Não se referenda a autonomia, a personalidade e direitos fundamentais. Há vozes que defendem os cuidados continuados ou paliativos para amenizar a doença terminal… Muitos médicos afirmam que, em Portugal, estes cuidados têm uma capacidade de resposta paupérrima. Gostaria de ter a honra e o prazer de assinar este Manifesto. Democrático, credível e de enorme compaixão pelo próximo. Aos seus subscritores – Bem Hajam!

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